domingo, 6 de junho de 2010

Onde é que ajusto o foco?!

Agora preciso focar o que está em primeiro plano, o que está mais próximo de mim e que realmente faz diferença, o que está além disso não necessita de nitidez. Tenho também que aplicar um pouco de zoom, preciso enxergar detalhes que não são vistos com tanta facilidade...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

A volta sempre parece ser mais rápida...

A rotina não me faz bem, definitivamente. Não nasci para saber onde vou estar daqui a um ano, um mês ou a semana que vem. Detesto saber o que vai acontecer depois e acho que descobri porque quando viajamos a volta sempre parece ser mais rápida. Num caminho desconhecido tudo é novidade, temos surpresas, prestamos mais atenção, guardamos as primeiras emoções na memória e arquivamos as imagens que nunca vimos. Quando o caminho já foi visto as surpresas diminuem, quase deixam de existir, tudo fica banal, as ações ficam automáticas. O tempo é realmente relativo. Filmes reprisados dão a mesma sensação, demoram menos que os inéditos. Na rotina tudo é acelerado, não sobra tempo pra nada. Não quero isso pra mim. Não quero saber o que vai acontecer a vida inteira. Prefiro cem dias diferentes que viver cem anos iguais.

sábado, 8 de maio de 2010

Desencantando

Tão comum é querer desgostar e continuar gostando. Estranho é quando se desgosta e no fundo não se quer que o gostar acabe. Mesmo que esse gostar traga mais frustrações que recompensas. No fundo apreciava aquele jogo tão disputado entre medo e esperança. Tinha medo de não ter de volta seus beijos e temia aquele olhar frio tão diferente do primeiro, mas em seguida vinha a esperança de novamente beijá-la e possuí-la, satisfazendo-me com pequenas demonstrações de carinho ou a suposição de algo mais. Quando não temos medo de perder a paixão diminui, mas quando a esperança deixa de existir a paixão acaba, e acaba com uma grande decepção, me dei conta que ela não fazia nem de longe o meu tipo, e suas idéias não correspondem aos seu atos. A lealdade é umas das maiores virtudes que se pode ter.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O que importa?

No fim de uma noite dessas, em pensamentos distraídos, descobriremos a verdadeira importância de muitas coisas de nossas vidas. Aprenderemos que subestimamos o que realmente é valioso e nos importamos muito com o que não merece. E por fim entenderemos que "só vale a pena lutar por aquilo que vale a pena possuir".

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O mostruário da vitrine é sempre mais barato.


De vez em quando acordo com os pés virados para a cabeceira da cama. Sou estranho, reconheço, juro que tento ser mais racional, menos sonhador, menos apaixonado e mais responsável. Não sei explicar alguns sentimentos, queria mesmo era não saber senti-los ou pelo menos saber controlá-los, mas a única coisa que consigo é torná-los mais intensos.
A cada dia que me levanto prometo pra mim mesmo, organizar tudo o que está desorganizado. Do meu quarto, que volta e meia está de pernas pro ar, aos arquivos do meu computador, dos meus horários que se chocam e me pedem que eu esteja em dois lugares ao mesmo tempo, aos meus pensamentos, tortos e incoerentes. Mas na confusão de tudo, sempre encontro uma lógica e me situo. Por mais que muita gente não acredite, eu não estou perdido nessa desordem, muitas vezes é exatamente ela que me faz ver melhor. Ocasionalmente a visão fica embaçada com alguns sentimentos que não fazem bem aos olhos da alma e me engano num sem querer querendo clássico. E quando o coração escolhe alguém pra gostar, escolhe porque sabe os meus gostos, mesmo que não os admita. Não desejo quem leva tudo para a vitrine, o mostruário sempre é vendido por um preço inferior ao preço dos itens que estão no estoque. Eu quero o que é raro e o que é raro, sabe-se, é mais caro. Não sou de fazer economias de sentimentos e quando amo gasto tanto amor que pouco sobra para outra pessoa ou para qualquer coisa. Gosto de descobrir, dispenso receitas, prefiro aprender com erros a seguir um manual de instruções e não saber o que fazer caso o perca.