sábado, 26 de junho de 2010

As Cores de Julho

Adoro essa época do ano, julho costuma ter esses ares de férias que me fazem sentir uma tremenda saudade de ser criança. O dia amanhece com tanta vida que é impossível não abrir todas as portas e janelas. O céu dispensa todas as nuvens para exibir o seu mais exuberante azul e raias tornam-se seus únicos adereços dançantes nos fortes ventos desses dias. Até as frutas ganham mais sabor e a natureza camaleoa se veste das cores de julho...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Ensimesmando

Diálogos internos, piadas internas, sofrimentos internos. Sou algumas vezes o meu pior inimigo, outras o amigo que qualquer um deseja. Ocasionalmente me condeno sem nenhuma chance de defesa e em certos dias juro inocência mesmo sendo culpado, 'parece que foi sem querer'...

domingo, 6 de junho de 2010

Onde é que ajusto o foco?!

Agora preciso focar o que está em primeiro plano, o que está mais próximo de mim e que realmente faz diferença, o que está além disso não necessita de nitidez. Tenho também que aplicar um pouco de zoom, preciso enxergar detalhes que não são vistos com tanta facilidade...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

A volta sempre parece ser mais rápida...

A rotina não me faz bem, definitivamente. Não nasci para saber onde vou estar daqui a um ano, um mês ou a semana que vem. Detesto saber o que vai acontecer depois e acho que descobri porque quando viajamos a volta sempre parece ser mais rápida. Num caminho desconhecido tudo é novidade, temos surpresas, prestamos mais atenção, guardamos as primeiras emoções na memória e arquivamos as imagens que nunca vimos. Quando o caminho já foi visto as surpresas diminuem, quase deixam de existir, tudo fica banal, as ações ficam automáticas. O tempo é realmente relativo. Filmes reprisados dão a mesma sensação, demoram menos que os inéditos. Na rotina tudo é acelerado, não sobra tempo pra nada. Não quero isso pra mim. Não quero saber o que vai acontecer a vida inteira. Prefiro cem dias diferentes que viver cem anos iguais.

sábado, 8 de maio de 2010

Desencantando

Tão comum é querer desgostar e continuar gostando. Estranho é quando se desgosta e no fundo não se quer que o gostar acabe. Mesmo que esse gostar traga mais frustrações que recompensas. No fundo apreciava aquele jogo tão disputado entre medo e esperança. Tinha medo de não ter de volta seus beijos e temia aquele olhar frio tão diferente do primeiro, mas em seguida vinha a esperança de novamente beijá-la e possuí-la, satisfazendo-me com pequenas demonstrações de carinho ou a suposição de algo mais. Quando não temos medo de perder a paixão diminui, mas quando a esperança deixa de existir a paixão acaba, e acaba com uma grande decepção, me dei conta que ela não fazia nem de longe o meu tipo, e suas idéias não correspondem aos seu atos. A lealdade é umas das maiores virtudes que se pode ter.