sexta-feira, 16 de abril de 2010
O que importa?
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
O mostruário da vitrine é sempre mais barato.
De vez em quando acordo com os pés virados para a cabeceira da cama. Sou estranho, reconheço, juro que tento ser mais racional, menos sonhador, menos apaixonado e mais responsável. Não sei explicar alguns sentimentos, queria mesmo era não saber senti-los ou pelo menos saber controlá-los, mas a única coisa que consigo é torná-los mais intensos. A cada dia que me levanto prometo pra mim mesmo, organizar tudo o que está desorganizado. Do meu quarto, que volta e meia está de pernas pro ar, aos arquivos do meu computador, dos meus horários que se chocam e me pedem que eu esteja em dois lugares ao mesmo tempo, aos meus pensamentos, tortos e incoerentes. Mas na confusão de tudo, sempre encontro uma lógica e me situo. Por mais que muita gente não acredite, eu não estou perdido nessa desordem, muitas vezes é exatamente ela que me faz ver melhor. Ocasionalmente a visão fica embaçada com alguns sentimentos que não fazem bem aos olhos da alma e me engano num sem querer querendo clássico. E quando o coração escolhe alguém pra gostar, escolhe porque sabe os meus gostos, mesmo que não os admita. Não desejo quem leva tudo para a vitrine, o mostruário sempre é vendido por um preço inferior ao preço dos itens que estão no estoque. Eu quero o que é raro e o que é raro, sabe-se, é mais caro. Não sou de fazer economias de sentimentos e quando amo gasto tanto amor que pouco sobra para outra pessoa ou para qualquer coisa. Gosto de descobrir, dispenso receitas, prefiro aprender com erros a seguir um manual de instruções e não saber o que fazer caso o perca.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Impaciência
Algumas vezes desejo que o tempo passe mais rápido, esperando não ver como as coisas mudam, mas querendo ver tudo transformado, sem os males que as mudanças causam, seja a saudade do início, o medo de não resistir ou a vontade de voltar atrás. Mas isso é bobo, é esse processo de mudança que nos amadurece e nos deixa mais avigorados, prontos para as novas mudanças que se seguirão e mesmo que insistamos no mesmo erro com as mesmas pessoas, podemos nos prevenir ou pelo menos amenizar as consequências de atos reprisados. Essa impaciência é apenas receio, receio pelo que pode se tornar muito estranho e distante, receio por nada voltar a se parecer com o que era, receio pelo o que deixamos de ser e por quem nunca teremos de volta.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Então a onda veio e apagou toda aquela história escrita na areia da praia. Tanto empenho pra nada já que eu sabia que mais cedo ou mais tarde a onda viria. E é assim: ela faz o seu estrago e vai embora como se nada tivesse acontecido. Vou tentar ficar um pouco mais longe do mar, mas sei que um dia a maré pode subir acima do normal...
domingo, 15 de novembro de 2009
O que se faz quando não se sabe o que fazer?
Reavaliando essa condição conhecida que às vezes me é tão estranha, sinto novamente uma desordem de pensamentos. Realmente não entendo, nunca estive próximo de entender e acredito que nunca entenderei. Procuro um meio, qualquer forma de reencontrar o que foi perdido e restabelecer o elo quebrado durante as minhas súbitas mudanças de humor. Por algumas vezes detesto a quem mais gosto pra depois gostar mais ainda. O que se faz quando não se sabe o que fazer? Do que sorrir quando não existe graça em coisa alguma? Alguém me disse do que eu sou feito e eu na minha criancice (ou seria burrice?) não quis dar ouvidos.